Transformações culturais, religiosas e políticas — Europa Moderna
Aluna
Sofia Carriço
Série
7º ano — Ensino Fundamental II
Escola
CEI — Centro de Educação Integrada
Conteúdo
Capítulos 5 e 6 — Reforma · Absolutismo
Prova
15 de junho de 2026 · faltam 2 dias
SLIDE 02 · LINHA DO TEMPO
Da Imprensa à Revolução Gloriosa
~250 anos que mudaram a Europa (1450 → 1700)
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CAP. 5.1 · REFORMA
Por que a Reforma aconteceu?
A Igreja em crise e o vento do humanismo
O que estava errado na Igreja
Clero corrupto: padres viviam no luxo, vendiam cargos religiosos (simonia).
Venda de indulgências — papéis que prometiam perdão dos pecados em troca de dinheiro.
O Papa Leão X precisava de fundos para construir a Basílica de São Pedro em Roma.
A maioria das pessoas não lia a Bíblia (escrita só em latim).
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CURIOSIDADEO monge alemão Johann Tetzel andava por aldeias vendendo indulgências com uma frase chocante: "Assim que a moeda na caixa soa, a alma do purgatório voa."
O empurrão que faltava
O Humanismo do Renascimento ensinava a pensar por si mesmo.
A imprensa de Gutenberg (1450) imprimia livros e panfletos em massa.
Precursores ousaram criticar antes: John Wycliffe (Inglaterra) e Jan Huss (Boêmia, queimado em 1415).
Reis e nobres queriam diminuir o poder do Papa em seus territórios.
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CAI NA PROVALembre dos 4 fatores que explicam a Reforma: crise da Igreja + Humanismo + imprensa + interesse dos reis. Esses 4 sempre aparecem juntos.
"De moedas a panfletos: a engrenagem que produziu a Reforma."
CAP. 5.2 · REFORMADORES
Lutero martela, Calvino organiza
As duas grandes correntes do protestantismo
Martinho Lutero — Alemanha
31 de outubro de 1517: prega as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.
Sua doutrina: salvação pela fé, não pelas obras nem por indulgências.
Só duas verdades importam: a Bíblia e a graça de Deus.
Traduziu a Bíblia para o alemão — qualquer pessoa podia ler.
Excomungado pelo Papa em 1521, protegido pelos príncipes alemães.
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CURIOSIDADEA Paz de Augsburgo (1555) firmou a regra "Cuius regio, eius religio" — "de quem é a região, dele é a religião". Cada príncipe alemão escolhia a fé do seu território.
João Calvino — Genebra
Francês, refugiado em Genebra (atual Suíça) por volta de 1536.
Doutrina central: predestinação — Deus já escolheu quem será salvo.
Defendia que o trabalho e o lucro honesto são sinais de bênção divina.
Transformou Genebra numa "cidade-igreja" com costumes rígidos.
Calvinismo se espalha: Holanda, Escócia (presbiterianos), França (huguenotes).
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CAI NA PROVANão confunda: Lutero = salvação pela fé. Calvino = predestinação. Os dois rejeitam indulgências, mas a doutrina principal é diferente.
"O alemão que martelou e o francês que organizou."
CAP. 5.3 · INGLATERRA
Henrique VIII e a separação inglesa
Quando um divórcio criou uma igreja
O caso do divórcio
Henrique VIII era casado com Catarina de Aragão (espanhola), mas não tinha filho homem para herdar o trono.
Queria anular o casamento para se casar com Ana Bolena.
O Papa Clemente VII negou — a Espanha (tio de Catarina) pressionou Roma.
Ato de Supremacia (1534): o rei vira chefe da Igreja na Inglaterra.
Nasce o Anglicanismo — cisma político mais do que doutrinal.
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CURIOSIDADEHenrique VIII se casou 6 vezes. Mandou decapitar 2 esposas (Ana Bolena e Catarina Howard). A frase pra lembrar o destino delas: "divorciada, decapitada, morreu, divorciada, decapitada, sobreviveu".
Por que importa
O Anglicanismo manteve quase tudo do catolicismo — só trocou o Papa pelo rei.
Igreja Católica perde a Inglaterra inteira, com seus impostos e terras.
A filha de Henrique, Isabel I, consolida o anglicanismo definitivamente.
Diferente da Alemanha e da Suíça: aqui a Reforma foi de cima pra baixo.
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CAI NA PROVAO motivo central não foi teológico. Foi um problema político/familiar (sucessão do trono). Mas o resultado foi uma nova igreja: a Anglicana.
"6 esposas, 1 cisma — o Anglicanismo nasce em meio a divórcios e cabeças no cesto."
CAP. 5.4 · ROMA REAGE
Contrarreforma e Reforma Católica
A Igreja se reorganiza para não desaparecer
Concílio de Trento — 1545-1563
Reunião de bispos por 18 anos na cidade italiana de Trento.
Reafirmou todos os dogmas católicos: 7 sacramentos, autoridade do Papa, valor das obras.
Proibiu definitivamente a venda de indulgências.
Criou seminários para formar padres melhor preparados.
Manteve a Bíblia em latim (a Vulgata).
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CURIOSIDADETrento durou tanto que 3 papas diferentes participaram do mesmo concílio: Paulo III, Júlio III e Pio IV.
Os três braços da reação
Inquisição: tribunal religioso que julgava e punia hereges (perseguiu Galileu!).
Index Librorum Prohibitorum: lista de livros proibidos pela Igreja.
Companhia de Jesus (jesuítas): ordem fundada por Inácio de Loyola em 1540 — disciplinados, educadores, missionários.
Jesuítas chegam ao Brasil em 1549 com Manuel da Nóbrega.
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CAI NA PROVADecora os 3 instrumentos da Contrarreforma: Concílio de Trento (reorganização), Inquisição + Index (repressão), Jesuítas (educação e missão).
"Roma reuniu seus cardeais por 18 anos para reorganizar a Igreja."
CAP. 6.1 · ABSOLUTISMO
O Estado nas mãos de um só
Centralização, direito divino e teóricos do poder
O que é absolutismo?
Forma de governo em que todo o poder está nas mãos do rei.
Centralização: o rei concentra exército, justiça, impostos, leis.
Apoiado por uma burguesia que queria fim das fronteiras feudais para vender mais.
Sustentado pela teoria do direito divino dos reis: o poder vinha de Deus.
Frase-síntese de Luís XIV: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu).
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CURIOSIDADEMesmo "absoluto", o rei nunca fazia tudo sozinho. Tinha ministros, conselheiros e burocratas. O "absoluto" significa sem oposição legal — não sem ajudantes.
Os três teóricos do poder
Jean Bodin (França, 1576): primeiro a falar em soberania — um poder único, perpétuo e indivisível.
Nicolau Maquiavel (Itália, "O Príncipe", 1513): o governante deve ser forte e estratégico; "os fins justificam os meios".
Thomas Hobbes (Inglaterra, "Leviatã", 1651): os homens cedem seus direitos a um soberano absoluto para fugir do "estado de guerra".
Bispo francês Bossuet defende formalmente o direito divino dos reis.
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CAI NA PROVAMemorize quem é quem: Bodin = soberania, Maquiavel = razão de Estado, Hobbes = Leviatã/contrato, Bossuet = direito divino.
"A pirâmide do poder e seus filósofos."
CAP. 6.2 · FRANÇA
A França do Rei Sol
Richelieu → Mazarino → Luís XIV (Versalhes)
3 nomes para decorar
Cardeal Richelieu (ministro de Luís XIII, 1624-1642): submeteu a nobreza, criou o conceito de razão de Estado.
Cardeal Mazarino (regente do menino Luís XIV): venceu a revolta da nobreza chamada Fronda.
Luís XIV — o Rei Sol (governo pessoal de 1661 a 1715): auge do absolutismo francês.
Construiu o Palácio de Versalhes para vigiar e domesticar a nobreza.
Revogou o Édito de Nantes (1685), expulsando os huguenotes (calvinistas franceses).
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CURIOSIDADEA política religiosa francesa se chamava Galicanismo: a Igreja na França obedecia ao rei antes do Papa em assuntos administrativos. Era catolicismo "à francesa".
O fim dos Habsburgo e o ascenso francês
Os Habsburgo dominavam Espanha e Sacro Império desde Carlos V.
A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) os enfraqueceu.
A Paz de Vestfália (1648) consagrou a França como nova potência europeia.
Luís XIV usou guerras, alianças e casamentos para isolar a Espanha.
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CAI NA PROVASequência cronológica francesa: Richelieu → Mazarino → Luís XIV. E Versalhes não é só um palácio bonito: é uma jaula de ouro para os nobres.
"O Sol que iluminava a França e a jaula dourada da nobreza."
CAP. 6.3 · INGLATERRA
Onde o absolutismo perdeu
Guerra Civil, Cromwell e a Revolução Gloriosa
Guerra Civil & República — 1640-1660
O rei Carlos I (dinastia Stuart) queria cobrar impostos sem o Parlamento.
Estoura a Guerra Civil Inglesa (1640-1649) entre realistas e parlamentaristas.
Oliver Cromwell lidera os parlamentaristas (puritanos) à vitória.
Carlos I é decapitado em 1649 — primeiro rei executado pelo próprio povo na Europa.
Começa a República Puritana (1649-1660), com Cromwell como Lorde Protetor.
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CURIOSIDADECromwell proibiu teatros, festas e até o Natal! Quando ele morreu (1658), os ingleses estavam tão cansados da rigidez puritana que chamaram os Stuart de volta.
Restauração e Revolução Gloriosa
Restauração Stuart (1660): Carlos II volta ao trono.
Em 1679 é aprovado o Habeas Corpus — ninguém pode ser preso sem julgamento.
Seu irmão Jaime II tenta restaurar o catolicismo → o Parlamento o derruba.
Revolução Gloriosa (1688): Guilherme de Orange assume.
Bill of Rights (1689): rei só governa com o Parlamento. Nasce a monarquia parlamentar.
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CAI NA PROVASequência da Inglaterra: Guerra Civil (1640) → Decapitação de Carlos I (1649) → Cromwell → Restauração (1660) → Revolução Gloriosa (1688) → Bill of Rights (1689). As datas costumam cair em questão de cronologia.
"Caiu, voltou e nunca mais foi a mesma — nasce a monarquia parlamentar."
SLIDE 10 · RECAPITULAÇÃO
Mapa mental + o que cai na prova
Antes do quiz, vê a Europa religiosa antes e depois
LEGENDA
Católicos
Luteranos
Calvinistas
Anglicanos
Clique numa região 👆
Compare como a Europa religiosa mudou entre 1517 (95 Teses de Lutero) e 1648 (Paz de Vestfália).
REFORMA (Cap. 5) — palavras-chave
Indulgências + corrupção + humanismo + imprensa
Lutero: fé · 95 teses · 1517 · Bíblia em alemão
Calvino: predestinação · Genebra · trabalho
Henrique VIII: divórcio · Ato Supremacia · 1534
Contrarreforma: Trento · Inquisição · Index · Jesuítas
ABSOLUTISMO (Cap. 6) — palavras-chave
Centralização + direito divino + L'État c'est moi
Teóricos: Bodin · Hobbes · Maquiavel · Bossuet
França: Richelieu → Mazarino → Luís XIV · Versalhes
Inglaterra: Guerra Civil · Cromwell · Revolução Gloriosa
Bill of Rights (1689): nasce a monarquia parlamentar